Medicina Ayurvédica & Qualidade de Vida

Hoje em dia fala-se muito em Qualidade de Vida, mas você sabe o que isso significa? O Grupo WHOQOL (Qualidade de Vida da Organização de Saúde Mundial), um grupo de pesquisa mundial organizado pelo Organização Mundial de Saúde, começou em 1991, com uma ampla definição de qualidade de vida. Qualidade de vida está definida como “as percepções que os indivíduos têm da sua posição na vida no contexto da cultura e sistemas de valor nos quais eles vivem em relação às suas metas, expectativas, padrões e preocupações.” Não há consenso sobre uma definição de Qualidade de Vida, embora haja uma concordância geral entre peritos que ela reúne bem-estar social e psicológico assim como o estado de saúde.

A Qualidade Geral de Vida é ainda mais ampla em seu conceito e inclui a avaliação do indivíduo em todos os aspectos da vida, incluindo fatores como a segurança do ambiente no qual ele vive, se ele tem acesso a serviços de assistência à saúde e a serviços sociais, além de levar em conta o estado espiritual atual deste indivíduo.

Trata-se de uma avaliação subjetiva, na medida que inclui dimensões positivas e negativas, embutidas dentro um contexto cultural, social e ambiental.

Sabendo do que é relevante na avaliação da Qualidade de Vida das pessoas, vamos conhecer um pouquinho sobre Ayurveda.

Ayurveda é a tradicional ciência da saúde da India e significa “conhecimento da vida”; é a ciência da saúde mais antiga da humanidade, possuindo mais de 5000 anos de existência e a partir da qual muitas outras emergiram. Enfatiza a harmonia mente-corpo, segundo as leis da Natureza. As raízes desta palavra vêm do sânscrito: Ayur e Veda. Ayur significa vida e Veda significa conhecimento ou ciência.

A sabedoria ayurvédica desenvolveu-se através das mentes meditativas dos rishis, os videntes hindus da verdade, quando perceberam que a consciência era energia emanada a partir dos cinco elementos básicos: Éter, Ar, Fogo, Água e Terra.

A origem do Ayurveda vem dos Vedas, os mais antigos manuscritos disponíveis no mundo hoje. Tratam-se de livros onde estão registradas informações científicas e práticas sobre vários assuntos benéficos à humanidade como saúde, filosofia, engenharia, astrologia, etc.

Como a Medicina Ayurvédica pode contribuir para a melhoria da Qualidade de Vida? Podemos deduzir de tudo que foi lido, que a palavra-chave para se viver bem é HARMONIA e o ponto em comum entre Qualidade de Vida e Ayurveda é a saúde global que engloba corpo-mente e espírito.

O que acontece no mundo hoje? Paralelamente aos avanços da medicina, a expectativa de vida aumentou assim como a competitividade entre as pessoas. Por outro lado a Qualidade de Vida da população, de um modo geral, diminuiu. O conjunto destes fatores, somados aos maus hábitos da vida moderna, como má alimentação, falta de atividade física e noites mal dormidas, vão gerar o estresse que, por sua vez, provocará reações do corpo. Estas reações desgastam os mecanismos fisiológicos que o corpo possui para manter-se em equilíbrio, fazendo com que o organismo funcione mal e sobrevenham as doenças. Assim, muitas idéias surgiram sobre como evitar que o estresse afete nossas vidas; obviamente é impossível uma vida totalmente sem estresse, que naturalmente faz parte do “estar vivo”. Porém, devemos buscar formas de prevenir o “mal estresse”, gerador de desequilíbrios, e é aí que entra a Medicina Ayurvédica, parte da ciência védica, e que utiliza na sua abordagem terapêutica plantas medicinais, dieta, exercícios físicos, meditação, yoga, massoterapia e aromaterapia, além de outros recursos.

Sem compreender nossa constituição particular, nossa saúde enfraquece e sobrevém a doença. O que se observa é que não há uma medicina que identifique adequadamente todas as variantes que existem entre as pessoas, tratando-as de modo diferenciado. Infelizmente a medicina convencional costuma dar mais atenção às doenças do que aos doentes. A medicina oriental, como a chinesa e a ayurvédica, ao contrário, reconhece os tipos individuais e nos ajuda a entender nossas particularidades, nossas tendências.

Atualmente, o mundo inteiro tenta resgatar uma harmonia mente-corpo que foi perdida ao longo de muitas centenas de anos e nunca se buscou tanto uma vida mais saudável: uma dieta equilibrada, uma boa digestão, horas restauradoras de sono. O Ayurveda traz esta harmonia para nossas vidas e sua prática é indicada para promover a felicidade, a saúde e o desenvolvimento criativo. Segundo esta filosofia, onde há harmonia há saúde; onde há desarmonia, há doença. A palavra harmonia, neste contexto, refere-se à integração que temos com o meio ambiente (natureza), através de nossos 5 sentidos. Em resumo, saúde é um estado de felicidade.

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Dra. Maria Stela De Simone
Clínica Geral – Fitoterapia – Acupuntura – Ayurveda
Diretora do Centro de Medicina Indiana do Rio de Janeiro
http://www.medicinaindiana.com.br

Amor Incondicional

A Lei é o Amor! Não existe nenhuma outra maneira de atingirmos nossa paz interna a não ser pela expressão do Amor Incondicional. E o que significa este Amor Incondicional? É tão divino que o humano tem dificuldade até na compreensão desta expressão… é o caminhar na vida levando compaixão, compreensão, perdão, tolerância, desapego… dar valor ao que realmente tem valor, é não ficar preso a palavras, gestos, fatos, eventos, situações emocionais; é relevar com compaixão as mágoas, as injustiças, as decepções vividas no nosso cotidiano… é compreender que tudo isto é muito pequeno comparado com a grandeza da alma, com a grandeza da vida. É caminharmos fazendo a nossa parte, amando ao próximo como a nós mesmos, entregando a Deus, à vida, todas as situações conflitantes, dolorosas, que momentaneamente possamos estar incapacitados para darmos a melhor solução, a resposta mais adequada.

É a certeza de que tudo na Terra é ilusório, passageiro, transitório… é só uma pequena viagem. Mantermos sempre na nossa mente, no nosso espírito, a visualização da nossa grande meta, que é o amadurecimento da nossa alma, o atingirmos a consciência maior, a lucidez da vida… e é isto, somente isto que verdadeiramente importa.

Com esta visão, com esta postura, caminhamos com leveza, com soltura, com alegria, com aceitação e tolerância… pois as emoções são ilusões, a dor é ilusão, a caminhada terrena é ilusão, o humano é ilusão… Deus é Real. O Divino é Real. A Consciência é Real. O Espiritual é Real. A Morte é ilusão do ego mas é Real, pois é a passagem para o Plano Real. Amar incondicionalmente é amar além, apesar das ilusões, é amar sem esperar retorno, pois o retorno real é Divino, o retorno real é a simples alegria de expressarmos o amor. A verdadeira felicidade é termos a capacidade de expressar o amor.

Convido vocês a fazerem um Jogo de Faz de Conta:

– Vivenciem um dia inteiro fazendo de conta que sabem amar incondicionalmente.

– Sejam pacientes e tolerantes.

– Relevem as pequenas mágoas, os pequenos ressentimentos.

– Olhem nos olhos do outro.

– Exercitem a solidariedade, a compaixão, o companheirismo.

– Evitem a autocrítica negativa e a crítica ao outro.

– Priorizem atividades que visem ajudar o próximo.

– Se permitam ter tempo para si mesmo e para o outro.

– Façam de conta que estão perdoando a si mesmo, a tudo e a todos.

– Façam de conta que vocês se amam e se respeitam e que também amam e respeitam o outro.

– Imaginem que amam a humanidade além dos interesses do ego.

– Sorriam, sejam gentis e atenciosos.

– Expressem através da palavra e dos gestos calma, alegria, esperança e carinho.

Quem sabe poderemos descobrir – através deste jogo de faz de conta – tanto prazer, tanto contentamento, ao ponto de até decidir incorporar a expressão do amor incondicional no nosso cotidiano, na nossa atitude interna, na nossa postura, na nossa caminhada… Brincando de faz de conta podemos até descobrir a verdade da vida, que é o Amor Incondicional. Vamos brincar de Faz de Conta?

:: Ingrid Dalila Engel ::

Ayurveda e a Terceira Idade

De acordo com o Ayurveda, a partir dos 60 anos começa a haver uma influência da energia de Vata em nosso organismo, fazendo com que haja predominância dos elementos Ar e Éter sobre os outros. Essa influência pode gerar desequilíbrios, que vão se manifestar através de sinais e sintomas diversos como insônia, sensação de frio, digestão irregular, prisão de ventre, dor articular, secura de pele e mucosas, memória fraca, etc.. 

Vata gera irregularidade, instabilidade… o excesso de Vata, tão comum nos idosos, pode ser combatido com uma correção alimentar e adoção de uma nova rotina de hábitos que vão gerar mais equilíbrio e, consequentemente, saúde. As recomendações do Ayurveda para esta faixa etária visam evitar o acúmulo execessivo de “ama”, palavra em sânscrito que designa toxinas, e o rejuvenescimento (Rasaynana). Rejuvenescer para o Ayurveda significa diminuir a velocidade de envelhecimento, restaurar as funções orgânicas e estimular a renovação das células e tecidos

Alimentação nutritiva, quente e úmida (para combater a leveza, o frio e a secura trazidas por Vata), dando prioridade para os sabores doce, salgado e adstringente. Uma dieta com base em frutas e de vegetais frescos e orgânicos, grãos integrais e derivados do leite (sem exagero) traz vitalidade e integridade ao corpo-mente. Evitar sempre que possível alimentos enlatados, congelados ou requentados muitas vezes. Todos eles têm uma coisa em comum: falta de energia vital. Entre a última refeição e o horário de dormir, deve-se dar um espaço de pelo menos 3 horas, para garantir um sono restaurador. As refeições devem ser feitas sempre no mesmo horário, num ambiente de tranquilidade. Deve-se dar atenção especial à ingestão de líquidos – água principalmente – para diminuir a secura. Para uma mente saudável, algumas dicas do Ayurveda: ingestão regular de sementes, como nozes e amêndoas, de plantas medicinais, como o açafrão (Curcuma longae), e uso moderado do ghee, manteiga clarificada. Fazer uma desintoxicação a cada mudança de estação é uma recomendação do Ayurveda para garantir uma boa saúde ao longo dos anos.

Massagem, meditação e Yoga para controle do stress e aumento da energia.

Auto-massagem com óleos medicinais – Abhyanga – é uma das mais melhores formas de controlar o Vata nesta fase da vida: além dos inúmeros benefícios desta prática, que atua sobre todos os sistemas do corpo, ela traz frescor e brilho, tornando-a mais forte. Massagem nas plantas dos pés antes de dormir atenua os estados de ansiedade e aprofunda mais o sono. O óleo mais indicado para massagem é o de gergelim, tradicionalmente utilizado na India, mas há outras opções no mercado que misturam diversos óleos, como oliva, gergelim e gérmen de trigo, com óleos essenciais, como Ylang-ylang, gerânio e lavanda.

Evitar passar muitas horas diante da TV, que embota completamente o pensamento; deve-se treinar o cérebro pra ele mantenha-se saudável – jogo da memória, jogos de carta, leitura, palavras-cruzadas, desenho, pintura…coisas simples que estimulem a memória, o raciocínio e a criatividade. Deve-se sobretudo cultivar o pensamento positivo e a auto-estima.

O mundo moderno, principalmente nosso lado ocidental, está dominado por uma cultura à juventude, o que nos faz sentir cada vez piores à medida que envelhecemos. Contudo, na tradição védica, como em todas as sociedades tradicionais, as pessoas idosas são consideradas como guardiãs da família, da comunidade; compartilham suas experiências e aconselham os mais jovens: esta é uma realidade social saudável. O envelhecimento do corpo faz parte da vida e todos nós chegaremos lá; o que não me parece muito natural é o envelhecimento social, que gera um impacto negativo na saúde destas pessoas.

O idoso não deve isolar-se com pensamentos do tipo “não quero dar trabalho”, “não quero ser um incômodo”. Não se deve confundir com morar sozinho. Uma pessoa idosa pode muito bem viver sozinha, mas não se isolar; ela interage com sua família, faz amizades, vive o momento presente com alegria. Por outro lado, há idosos cercados de pessoas o tempo todo e que, no entanto, são verdadeiras ilhas.

Para ter saúde é preciso disciplina, isso vale em qualquer idade; é uma ilusão acreditar que se pode ter saúde tomando uma pílula mágica que se compra na farmácia. Definitivamente não. A cada fase de nossa vida precisamos fazer um balanço, uma auto-análise. O diferencial do Ayurveda está justamente aí, porque ele coloca em nossas mãos a responsabilidade por nossa saúde, e não o médico ou o psicólogo ou o terapeuta. Na Terceira Idade podemos pensar em trocar um mau hábito por outro mais saudável um hábito, porque não? Esse pensamento cristalizado de que “agora é tarde demais” é que aprisiona nosso ser completamente.

Devemos sempre lembrar que a verdadeira juventude está em nossa mente, está na maneira como percebemos e reagimos às coisas, na intensidade com a qual vivemos o momento. Uma mente leve e sem preconceitos é uma mente livre e é assim que devemos ser para não sermos reféns das circunstâncias que nos rodeiam. A terceira idade pode ser a melhor época de nossas vidas se soubermos apreciar sua verdadeira beleza.

Fonte: http://www.ayurveda.com.br/ayurveda/home/default.asp?Cod=252&cat=210

Do Ego e os Ásanas

ásana 3


Por Tereza Freire, que mora e pratica Yoga em São Paulo. Dirigiu com parceria com Daisy Rocha o documentário “Caminhos do Yoga” filmado em 2003.

http://caminhosdoyoga.blogspot.com/

Foi preciso que eu pegasse uma conjuntivite que me obrigou a parar temporariamente com os ásanas para aprofundar a minha prática de meditação…

Praticar Ashtanga Vinyasa Yoga é paradoxal. Ao mesmo tempo que fortalece o corpo, e consequentemente o ego, a prática também te coloca no devido lugar quando o ego começa a soltar suas asinhas.

Afinal, praticamos Yoga para domesticar este pequeno monstro que habita em todos nós. Mais um paradoxo: é pequeno e é monstro… Pequeno, se pensarmos na imensidão do Ser, e monstro porque exerce um poder imensurável em nossas vidas.

É preciso tomar muito cuidado para a prática de Ashtanga Vinyasa Yoga não virar “Ashtego”. Ela parece ter sido sistematizada para nos testar. Quem pratica seriamente, seis dias por semana, inevitavelmente fica com um corpo forte, saudável e vigoroso.

Mas se este for o fim e não um meio para se chegar num outro patamar, invariavelmente a gente acaba se machucando, porque vai querer fazer ásanas cada vez mais complicados, pois o ego quer sempre mais…

Praticamos ásanas para atingirmos o estado de meditação. Na Índia, muitos praticantes já nem precisam de ásanas. Na sua cultura, as pessoas tem o costume de sentar no chão e não em cadeiras. Qualquer um senta em padmásana. No ocidente, crescemos em cadeiras, não temos o corpo preparado para meditar. Precisamos de ásanas.

É uma prática sedutora, que nos instiga a buscar a perfeição e a harmonia e nos desafia, por conter séries com graus de dificuldade diversos. Portanto, é preciso esforço e perseverança para avançar nas séries. Penso que para pessoas ativas e com dificuldade de manter a concentração e disciplina, pode ser uma prática indicada.

Tenho amigos que não se interessam pelo lado filosófico ou espiritual do Yoga e praticam Ashtanga Vinyasa Yoga todos os dias da semana. Gostam do fato de ser uma prática vigorosa e que produz bem estar e emagrece. E só. Pelo menos, é um começo, penso. Com o tempo, a pessoa verá que está desperdiçando o melhor que o Yoga pode oferecer, que é o auto conhecimento. Que o bem estar é só o começo de um caminho sem volta. E o contato com os professores e mestres abrirão as portas para esta viagem.

Mas descubro que muitas vezes a prática de Ashtanga Vinyasa Yoga acentua o narcisismo e torna-se um fim em si mesmo. Descontextualizamos sua origem, criamos métodos, enfeitamos com luzes, música e figurinos e o que deveria ser uma prática meditativa vira show de talentos. O bom ashtangi passa a ser o bom “ásaneiro”.

Falo com conhecimento de causa porque isso aconteceu comigo. Deslumbrei-me com a prática e desrespeitei meu corpo a ponto de pegar uma conjuntivite que me proibiu por duas semanas de fazer qualquer postura em que minha cabeça ficasse abaixo do coração. Tive que interromper a prática.

Descobri que tinha medo de meditar!!! Tinha me acostumado a fazer um mantra no começo, meditar em movimento, respirar nos ásanas e finalizar com mais um mantra.

Quando me peguei impossibilitada de sair de casa, resolvi encarar: meu corpo me dizia que precisava descansar. Não tinha como fugir da meditação.

Yogashchittavritti nirodhah.
[Yoga é a desidentificação com as flutuações do ego-mente]

Fechei os olhos e esperei… Vontade de me mexer, de cantar, de me alongar, de rezar, todos os pensamentos do mundo reunidos numa só mente. Fiz pranayamas, visualizações, usei todos os recursos que conhecia para acalmar os vrttis de minha chitta (flutuações do ego-mente).

Decidi só levantar quando acalmasse meu vrttis. Surgiu mais um: a dor nas costas. Cedi, levantei frustrada, mas com a sensação de ter tentado. Descobri que meditar exige tanta disciplina quanto praticar ásanas, ou quanto qualquer coisa que se quer fazer bem. Requer dedicação. No dia seguinte, tentei de novo, no outro também, e a cada dia sentia que o esforço trazia resultados.

Um dia, quando menos esperava, senti que tudo se encaixava, que eu me sentia plena, que naquele momento, não havia nada mais que eu desejasse, que eu poderia até morrer fisicamente porque tudo estava em paz.

Não sei quanto tempo durou, sei que voltei atraída por um som qualquer. Nem que tenha sido apenas um segundo, foi um dos mais intensos de toda minha vida. O vazio fez um eco no meu coração. Talvez isto seja chittavrtti nirodhah, a desidentificação com os conteúdos do ego e da mente.

Totalmente recuperada dos olhos, voltei a minha prática diária de Ashtanga Vinyasa Yoga. No entanto, de uma forma diferente. Mais generosa e tolerante com meus limites e, principalmente, com os limites dos outros. Precisei ficar doente dos olhos para conseguir enxergar com a alma…

Namastê!


Tereza é yogini, mora e pratica em São Paulo. Dirigiu e produziu, em parceria com Daisy Rocha, o documentário Caminhos do Yoga, filmado na Índia em 2003.

Dinacharya


Dinacharya é o nome que a Ayurveda dá à prática consciente de nossa rotina diária. Rituais que deveriam ser feitos todos os dias para fortalecer e desintoxicar o corpo e a mente, aumentar o prana (energia vital) para promover saúde e prevenir futuros desequilíbrios orgânicos e energéticos. Assim, repetindo estas ações diariamente, adquirimos um hábito que nos trará benefício. Insere-se também nesta prática a observação dos horários do dia que, assim como o nosso corpo, são regidos pelos doshas em períodos cíclicos de acúmulo (samachya), domínio (prakopa) e alívio (prashama).

Observando os doshas e de acordo com o sushruta, o Dinacharya deveria ser assim:
1. Levantar com o nascer do sol.
2. Reverência e agradecimento, irradiar felicidade para todos os seres.
Das 6 ás 10 da manhã, é o horário com predomínio da energia Kapha, sendo assim, devemos estimular o nosso agni (fogo digestivo), praticar esportes ou yoga e principalmente executar a limpeza de nosso corpo:
3. Tomar uma xícara de água morna com gotas de limão em jejum para estimular o agni (fogo digestivo)
4. Fazer sua higiene – Evacuar, urinar, raspar a língua, escovar os dentes e tomar banho. Fazer jala neti se necessário.
5. Pingar 1 gota de óleo morno ou ghee nas narinas.
6. Praticar ásanas, pranayama e meditação
7. Tomar café da manhã de acordo com seu dosha, sendo que kapha deveria ficar em jejum até as 10 da manhã.
8. Das 10 às 14 horas, é horário de Pitta em nosso corpo e na natureza – o sol está quente e o agni alto, portanto é hora de comer! Se você não está com fome neste horário, deve estimular seu agni: tomar um chá de gengibre ou mesmo mastigar uns pedacinhos pode resolver.
O Almoço deve ser a principal refeição do dia e não devemos dormir após esta refeição, mas sim descansar por 20 minutos ou dar uma leve caminhada.
Das 14 às 18 horas, a energia de criatividade Vata predomina, assim devemos aproveitar essa energia para o trabalho e a execução de tarefas que exigem movimento e agilidade, observando que no final deste período Kapha volta a acumular.
9. Após o trabalho, fazer uma pequena prática de pranayama
Das 18 ás 22 horas, Kapha volta a predominar e devemos, assim como o sol, nos recolher, diminuir nosso ritmo e nos preparar para dormir e descansar.
10. O jantar deve ser no máximo até às 20h, e devemos dar preferência a alimentos mais leves como sopas e nunca dormir de estômago cheio.
Assistir televisão e filmes violentos antes de ir para a cama é desaconselhável pois além de agravar Vata, inquietamos ainda mais a mente, levando estas impressões para nossos sonhos.
11. Das 22 às 2 horas, Pitta volta a acelerar nosso metabolismo, mas se estamos dormindo, este fogo é direcionado para dentro de maneira que ele trabalha para a limpeza sutil e o rejuvenecimento do nosso corpo. Mas se estamos ainda acordados tendemos a utilizar esta energia novamente com a alimentação, sobrecarregando o sistema digestivo.
12. Das 2 às 6 horas, é um horário perfeito para meditar e terrível para quem tem insônia porque Vata está predominante. Quem medita precisa dormir menos, pois dormir e meditar nos conecta com outra realidade além de rejuvenecer nossas células cerebrais.

Quando tomamos consciência das influências destes ciclos em nosso organismo, e do impacto que eles causam, podemos nos programar para aumentar, diminuir ou neutralizar seus efeitos negativos e positivos em benefício de nossa saúde e felicidade.

Fonte: http://rasagula.suryahost.com.br/artigos/109-a-medicina-ayurvedica.html

Uso terapêutico dos condimentos

O Oriente utiliza as plantas medicinais há milhares de anos; na India, centenas de plantas são aplicadas terapeuticamente, seguindo os princípios do Ayurveda. No Brasil existem cerca de cem mil espécies vegetais, das quais duas mil têm utilidade na cura de muitas doenças e na promoção da saúde.
O médico indiano Dr. Chowdhury Gullapalli, com mais de 40 anos de experiência em fitoterapia e pesquisador das plantas medicinais brasileiras há 12 anos, afirma que 80% das plantas utilizadas no sul da India para fins terapêuticos existem no Brasil. Dentre essas, destacam-se os condimentos, especiarias cobiçadas pelos europeus na Era das Grandes Navegações e tão comuns hoje em dia na culinária mundial. A tradição indiana possui uma experiência milenar na utilização de condimentos em sua culinária. Dentre os mais comuns, destacamos o alho, a cebola, o gengibre, açafrão, a hortelã, coentro, a noz-moscada, a pimenta-do-reino, o cravo e a canela.

ALHO
Parte utilizada: bulbo
Sabor: Picante
Virya: quente
Rejuvenescedor, afrodisíaco
É um tônico geral e um poderoso medicamento no tratamento de doenças pulmonares, com a bronquite e a asma. É também eficaz nos casos de gripe, tosse e expectoração. Segundo o Ayurveda, está indicado nas doenças cardiovasculares devido a sua propriedade de diminuir o colesterol sanguíneo. É um potente anti-reumático.

CEBOLA
Parte utilizada: bulbo
Sabor: Picante, doce,
Virya: quente
Tônico, digestivo, afrodisíaco.
Utilizada em problemas digestivos e respiratórios.

GENGIBRE
Parte utilizada: rizoma (seco)
Sabor: Picante, doce
Virya: quente
Tônico geral
Valioso nos casos de inapetência, má digestão, flatulência, cólicas, náuseas e vômitos e também tosse, gripe, asma, laringite e dor de cabeça.

AÇAFRÃO
Partes utilizadas: rizoma
Sabor: Picante, amargo
Virya: quente
Tônico, estimulante, vermífugo. Purificador do sangue. É um antibiótico natural, fortalece a digestão e ajuda a aumentar a flora intestinal.
Indicado em casos de anemia, tosse, indigestão, doenças do fígado (icterícia).

Receitinhas
Resfriados, gripes e dor de cabeça: misturar meia colher de café de açafrão, meia colher de café de pimenta-do-reino num copo de leite bem quente. deixar esfriar – tomar esta infusão quando estiver morna.
Tosse: misturar açafrão em pó com mel e tomar 3 vezes ao dia

HORTELÃ
Parte utilizada: folhas
Sabor: Picante.
Virya: fria
Indicada nas cólicas, febres, gripes, dor de garganta, stress emocional, dor de cabeça, alterações digestivas (por sua propriedade refrescante, é muito utilizada em casos de queimação de estômago).

COENTRO
Parte utilizada: folhas e sementes
Sabor: Picante.
Virya: fria
Usado em alterações digestivas e urinárias. Atua principalmente nos músculos e no sangue. Tem efeito desintoxicante nos casos de alcoolismo. Indicada para cólicas, disenteria, problemas reumáticos. Nas cólicas infantis, fazer infusão das sementes e oferecer à criança algumas gotas por dia.

NOZ MOSCADA
Parte utilizada: sementes
Sabor: Picante
Virya: quente
Estimulante, digestivo, em doses elevadas é narcótico.
A flor da noz moscada é afrodisíaca e pode ser usada em casos de impotência.
Indicada na má absorção, dor abdominal, diarréia, gases, insônia. É um dos melhores medicamentos para acalmar a mente.

Receitinha
Pele manchada e espinhas: fazer uma pasta misturando açafrão, noz moscada e leite.

PIMENTA-DO-REINO
Parte utilizada: fruto
Sabor: Picante
Virya: quente
Aumenta o poder digestivo, é afrodisíaco, expectorante e vermífugo.
Indicada para indigestão crônica, febre, sinusite, alterações metabólicas, obesidade.

Receitinhas
Hemorróidas: 1 colher de sopa de pimenta-do-reino e duas colheres de sopa de cominho triturados e bem misturados a 250 ml de mel. Tomar 2 a 3 vezes ao dia.
Rouquidão e problemas de garganta: Fazer gargarejos com meia colher de sobremesa de pimenta-do-reino diluída em 2 copos d´água.

CRAVO
Partes utilizadas: fruto e flor seca
Sabor: Picante
Virya: quente
Digestivo, estimulante, aromático, anti-espasmódico. O óleo de cravo é um analgésico potente. Estimulante eficaz dos pulmões e estômago. Indicado para flatulência, cólicas, indigestão, vômitos, resfriados, tosse, asma e faringite.

CANELA
Parte utilizada: casca
Sabor: Picante, doce
Virya: quente
Eficaz para fortalecer e harmonizar o fluxo sanguíneo. Indicada na inapetência, náuseas e vômitos. É diurética e estimulante do sistema nervoso.

Receitinhas
Flatulência e má digestão: misturar gengibre seco, casca de canela e cardamomo em pó e triturar. Ingerir 1 a 2 g antes das refeições.
Gripes e resfriados: fazer a decocção de 3 partes de gengibre, 3 partes de canela e 1 parte de cravo, todos em pó. Colocar em água e ferver em torno de 5 a 10 minutos. Tomar 1 xícara de 4/4 horas.

Fonte: http://www.ayurveda.com.br/ayurveda/home/default.asp?Cod=193&cat=214

Dicas para viver

15 Dicas para viver uma vida mais consciente, plena e equilibrada:
 

1. Todos nós ao nascer, ganhamos um espelho. Este espelho é, então, colado no nosso peito. E assim vivemos toda a nossa vida, refletindo o outro e vendo no (espelho do) outro o nosso reflexo. Hermann Hesse disse : “ Se você odeia uma pessoa, odeia algo nela que faz parte de você. O que não faz parte de nós não nos incomoda.”
Viver considerando isto, vai desenvolvendo nossa compaixão, nossa tolerância, nossa empatia e nossa solidariedade para com as nossas fraquezas e dificuldades e as dos outros.

2. Cem por cento do que somos e vivemos (inclusive o que supomos ser acidentes) é fruto de nossas escolhas e opções. Conscientes ou inconscientes. Desta ou de outras vidas.
Viver consciente disto desenvolve nosso discernimento e nossa responsabilidade para com a vida, com as pessoas e com nossas atitudes.

3. Livre-se da culpa. A única função da culpa é manter sua auto-estima baixa (por isso algumas religiões fomentam a idéia da culpa para assim manter poder). Transmute a culpa por responsabilidade. Ninguém é culpado de absolutamente nada, mas todos são completamente responsáveis por tudo.
Viver assim te torna mais atento e cuidadoso para com toda a existência.

4. Desenvolva a aceitação. Sempre que entramos em contato com alguma dificuldade ou fraqueza nossa, através de alguém ou de alguma circunstância, normalmente o primeiro impulso da mente/ego é: ou nos defendemos, negando e resistindo a entrar em contato (muitas vezes entrando na irritação e na revolta, geralmente imputando a culpa a alguém ou a alguma coisa), ou entramos na condição de vítimas, mergulhando na baixa auto-estima.
Aceite sua natureza humana como ela é e aceite também a sua sombra. Entenda que você está aqui na Terra para aprender e expandir sua existência. Um Mestre hindu falou: “Errar, ter defeitos, falhas, fraquezas, é seu direito. Trabalhar para transmutar isso tudo é seu dever”.

5. Tudo no Universo tem duas polaridades : yin/yang, masculino/feminino, positivo/negativo, etc. As emoções e os sentimentos também tem duas polaridades: o outro lado da tristeza é a alegria, do medo é a coragem, da raiva é a energia de realização, do ódio é o amor e o perdão, da ansiedade e da angústia é a calma e o centramento, da baixa auto-estima é a confiança em si mesmo, enfim, nosso grande trabalho de transmutação é estar constantemente reequilibrando estas polaridades. Os hindus diriam que devemos estar sempre transmutando Tamas e Rajas em Sattwa, isto é, trazendo sempre os pensamentos, sentimentos e atos densos , limitadores e negativos, para as freqüências mais sutis.
Viver assim economiza um bocado de energia. Considerando que tudo na vida é passageiro, é mais inteligente procurar mudar a polaridade das coisas e dar a volta por cima do que ficar naufragando constantemente nos mesmos padrões psico-emocionais.

6. Desenvolva a neutralidade e a observação. Os índios chamam isto de “visão da águia”: sair voando de dentro do burburinho dos eventos e, de cima, com uma perspectiva ampla, observar os acontecimentos sem identificação ou julgamentos. Ou, em outro exemplo: sair de dentro do rio caudaloso de nossa vida – onde estamos imersos até o pescoço – sentar na margem e observar. Quando dentro do rio, imersos até o pescoço, qualquer ondinha nos parece um vagalhão, mas quando nos sentamos à beira do rio, a ondinha novamente vira ondinha, e aí podemos ter uma perspectiva mais correta e um envolvimento menos sofrido com as coisas.
Isto desenvolve uma profunda consciência da relatividade dos pontos de vista e, por conseguinte, o redimensionamento da nossa identificação e envolvimento com a transitoriedade da vida.

7. Evite as comparações. Lembra do “jardim do vizinho é sempre mais bonito” ? Ledo engano! Grande armadilha! Mal sabemos que o vizinho ao olhar nosso lado também pensa a mesma coisa sobre algum aspecto de nós…
Considerar este fato, te livra do peso dos julgamentos alheios e te torna mais centrado em teu próprio eixo.

8. Os hindus dizem que todas as doenças que existem – sejam físicas, emocionais, psíquicas ou energéticas – derivam, de uma forma ou de outra, de uma única doença: a ignorância de nossa natureza real, a Unidade (eles chamam esta ignorância de avidya e a Unidade de Brahman).
Toda a criação é uma grande web onde tudo é interagente, interdependente e holográfico. Realmente não estamos irremediavelmente presos a tempo e espaço e às três dimensões (não só as antigas tradições, mas a física quântica atual afirmam amplamente esta questão). Considerando nossa natureza una, saiba que não há nada fora de você que você precise obter que já não tenha. Está tudo dentro de você, todo o Universo. Você apenas precisa relembrar sua natureza original, que está pulsando em cada partícula do Universo, em cada pessoa, em cada ser de cada reino. Todo amor, paz e felicidade já estão dentro de você, sempre.
Você decididamente não é um pecador. Você não é uma pedra bruta que precisa ser lapidada. Você já é uma jóia pronta, maravilhosa, só que recoberta pela poeira desta ignorância primordial.
Passar a considerar estas verdades milenares em nossa vida cotidiana desenvolve nossa co-participação consciente no Universo nos seus mais diversos níveis de existência.

9. Todo o Universo é consciente ! Cada pessoa, cada animal, cada planta, cada pedra, cada célula, cada átomo, cada galáxia… A consciência não é um privilégio do cérebro humano, que é apenas um dos veículos onde esta Consciência se expressa. Esta é a chamada onipresença e onisciência de Deus. Os índios têm formas sofisticadas de entrar em contato e interagir com a consciência subjacente à Natureza.
Viver considerando este fato torna tua vida muito mais respeitosa, consciente e responsável.

10. Quando a vida nos apresenta algum evento desconfortável, algum obstáculo ou algum confronto, normalmente o que é acionado em nosso corpo/mente é o “automático” lutar ou fugir. A adrenalina está sempre pronta para desencadear ação. Mas a verdade é que na maior parte das vezes não seria necessário lutar nem fugir, bastaria relaxar e observar, e a partir daí agir com consciência, ou então deixar os acontecimentos se desenrolarem naturalmente. Vamos investir mais nas endorfinas! Faça Yoga ou TaiChiChuan!
Desta forma, em todos os níveis e setores da nossa vida, podemos integrar firmeza e simultaneamente relaxamento – só firmeza gera rigidez e só relaxamento gera moleza !

11. Adote a pergunta : “O que é que eu tenho que aprender com isso?”. Todas (todas mesmo) as coisas que nos acontecem, vem para nos ensinar. A vida está sempre fazendo suas arrumações para que possamos aprender e evoluir. Por isso alguém já disse: “cuidado com o que você deseja pois pode acontecer!”. Nós costumamos achar que quando pedimos à Deus alguma virtude, Ele vai milagrosamente introduzir esta virtude em nossa mente e de repente ficamos pacientes, ou disciplinados, ou tolerantes. Provavelmente o que a vida fará é te proporcionar situações que vão te fazer desenvolver aquela virtude. Se você pediu paciência, provavelmente vai atrair pessoas que vão te fazer perdê-la, e aí é que estará o seu aprendizado.
Então, sempre que as pessoas ou as circunstâncias te trouxerem desconfortos ou incômodos, ao invés de se revoltar, se ofender ou se entristecer, ou ainda, achar que a culpa é do outro, pergunte à Vida o que esta situação está te obrigando a trabalhar, que virtudes e qualidades você está tendo que desenvolver para lidar com isso de forma harmônica e equilibrada.
Este procedimento com certeza vai aumentar enormemente a qualidade de nossa consciência e a conseqüente percepção dos movimentos da vida e do seu sentido.
12. Gastamos grande tempo mental ficando angustiados por um passado que não podemos mais mudar e/ou ficando ansiosos por um futuro que ainda não chegou. Outra grande parte, ainda, gastamos sonhando acordados, delirando os nossos sonhos e desejos. E aí duas coisas ocorrem: uma: sobra pouco tempo para a consciência do aqui-e-agora, o presente, que é onde efetivamente a vida acontece; duas: quando precisamos da mente para as coisas que ela foi feita para funcionar – a nossa vida humana diária – esta mente tem dificuldade em se concentrar, em estar presente, inteira, poderosa, centrada.
Concentrando-nos no presente desfrutamos mais da vida. A meditação é um ótimo treinamento para aprender a viver no presente, nos livrando das pré-ocupações e desenvolvendo uma mente verdadeiramente eficiente.

13. Infelizmente, ainda vivemos sob a ideologia do “ganha-perde”, ou seja, temos muito incutida em nossa cultura a idéia de que para se ganhar alguém precisa perder. É assim que se construiu, por exemplo, o sistema capitalista. Também é seguindo esta filosofia que está-se destruindo nosso planeta. E é desse ganha-perde que estão impregnadas as nossas relações (lembra da lei de Gérson?). Não só no sentido profissional e financeiro, mas também no emocional e no afetivo.
É urgente reimplantar-se o “ganha-ganha” nas relações interpessoais e nas relações do homem com a Natureza. Não existe nenhuma possibilidade de ganho real para nada nem ninguém, em nenhum setor da vida, se este ganho for obtido em detrimento da perda de alguém ou de alguma coisa. Na visão oriental, o Karma Yoga é a técnica que visa reeducar o homem e a sociedade para a verdadeira forma de ganhar.
Este procedimento simples pode transformar toda a perspectiva que temos em relação à vida, entendendo e vivendo na prática a grande lei universal de causa e efeito.

14. Atente para a sincronicidade. Uma escritura hindu diz : “Nenhuma folha de grama se mexe sem uma razão”. Nada é casual, mas tudo é intrinsecamente causal. Um outro Mestre disse : “nós falamos com Deus através da oração, e Ele nos fala através da sincronicidade”. O Dr. Jung percebeu que era esta qualidade da Criação que fazia com que as artes divinatórias (I Ching, Tarot, Runas, Búzios) funcionassem. Todo o Universo é Um, portanto tudo é interrelacionado. E a Lei do Karma é quem disciplina este interrelacionamento. Atente para os sinais! O tempo todo o Universo está interagindo com você!
Estar atento à sincronicidade desenvolve a intuição e a expansão da percepção do movimento consciente e multidimensional do Universo.

15. E finalmente – e sobretudo – “não faças aos outros o que não queres que te façam” ainda é a regra de ouro.
Viver integralmente assim te torna efetivamente consciente, pleno e equilibrado.
 

Ernani Fornari (Dharmendra)

http://www.geocities.com/yogaterapia/

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